Delatado, Bolsonaro diz que Mauro Cid “tinha excesso de iniciativa”

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o tenente-coronel Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, tinha “excesso de iniciativa” na função. A declaração aconteceu nesta terça-feira (25/2), dias após a delação do militar sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022 se tornar pública.

Em entrevista à Leo Dias TV, Bolsonaro explicou que Cid atuava como o chefe de um grupo de quatro oficiais ajudantes de ordens. A delação do militar sobre o suposto esquema que buscava impedir que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumisse a presidência do Brasil foi base para a denúncia da Procuradoria-Geral da União contra Bolsonaro e aliados.

“Ele se empolgou com essa missão”, disse o ex-presidente. “Ele tinha excesso de iniciativa. Às vezes ele queria resolver as coisas sem falar com as pessoas adequadas, mas tudo de boa fé”, seguiu o ex-presidente.

Bolsonaro foi denunciado pela PGR no último dia 18 de fevereiro pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Ao todo, 34 pessoas foram apontadas pela PGR como parte do grupo. Bolsonaro foi classificado pela procuradoria como o líder da organização.

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