O que muda com Padilha no Ministério da Saúde no lugar de Nísia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu pela troca de Nísia Trindade por Alexandre Padilha à frente do Ministério da Saúde. Não é a primeira vez que o ministro ocupa a pasta.

Entre 2011 e 2014, durante o governo Dilma Rousseff (PT), Padilha comandou a Saúde. Com o retorno, a expectativa é de que o ministério tenha uma articulação maior com o Congresso Nacional.

A troca foi anunciada na noite de terça-feira (25/2). No entanto, a expectativa é de que Padilha assuma o Ministério da Saúde apenas em 6 de março, depois do Carnaval.


Entenda

  • Nísia Trindade foi substituída por Alexandre Padilha no Ministério da Saúde. O anúncio foi feio pelo Palácio do Planalto na terça-feira (25/2).
  • Padilha é médico e possui PhD em saúde pública pela Unicamp. Ele foi ministro da Saúde durante o governo Dilma Rousseff, quando criou o programa Mais Médicos.
  • De volta ao Ministério da Saúde, a expectativa é de que ele dê continuidade aos programas de Nísia, como o Mais Especialistas.
  • No Ministério das Relações Institucionais, Padilha foi criticado por falta de diálogo.

Formado em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Padilha possui PHD em saúde pública pela mesma universidade. Além de ministro, foi secretário de Saúde de São Paulo, durante a gestão de Fernando Haddad.

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Padilha fez elogios para Hugo Motta

O presidente Lula e a ministra da Saúde, Nísia Trindade
Nísia Trindade, ministra da Saúde
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Alexandre Padilha é comanda a articulação política do governo Lula na Secretaria de Relações Institucionais, mas o Centrão está de olho na pasta.

Ricardo Stuckert

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Padilha fez elogios para Hugo Motta

Metrópoles

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O presidente Lula e a ministra da Saúde, Nísia Trindade

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

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Nísia Trindade, ministra da Saúde

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Padilha à frente da Saúde

Durante a gestão à frente do Ministério da Saúde, Alexandre Padilha foi responsável pela criação do programa Mais Médicos, responsável por integrar profissionais nas regiões mais remotas do país, onde há escassez de médicos. A plataforma, no entanto, é alvo frequente de críticas da classe e chegou a ser desidratada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Padilha também trabalhou pela inclusão de remédios para hipertensão e diabetes na Farmácia Popular. Ainda na gestão Nísia, foi expandida a gratuidade do programa para todos os 41 medicamentos, incluindo fralda geriátrica.

Com experiência à frente do Ministério da Saúde, é esperado que Alexandre Padilha dê continuidade aos programas da gestão de Nísia, como o programa Mais Especialista, para realização de cirurgias eletivas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para isso, Padilha irá dispor de um dos maiores orçamentos do governo Lula. A pasta também receberá 50% das emendas individuais e de comissão. Assim, Padilha deverá manter articulação com o Congresso Nacional.

O Metrópoles conversou com membros do Legislativo que acreditam que a gestão de Padilha à frente da Saúde será melhor do que durante o comando nas Relações Institucionais, onde ele era constantemente alvo de críticas e chegou a ser chamado de “desafeto pessoal” do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

Com a saída de Padilha, abre espaço para indicação de um novo nome para articulação política do governo Lula. É esperado que um nome do PT assuma o cargo, como José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, ou Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.

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