Marinha promove médica morta por bala perdida no Rio de Janeiro

A Marinha do Brasil promoveu postumamente a médica Gisele Mendes de Souza e Mello (foto em destaque) ao posto de contra-almirante, o mais alto do Corpo de Saúde da Marinha. A decisão foi tomada nessa quarta-feira (26/2). A oficial faleceu em dezembro de 2024, após ser atingida por uma bala perdida enquanto ministrava uma palestra no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro.

Gisele ocupava o posto de Capitão de Mar e Guerra e sua promoção post mortem representa uma homenagem ao seu serviço e dedicação à Marinha. Até o momento, ainda não foi realizada uma cerimônia oficial para marcar a promoção, e há expectativa de que um evento ocorra em breve.

No dia do incidente, policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo do Lins realizavam uma operação na Comunidade do Gambá, onde houve confronto com criminosos. Durante a troca de tiros, um disparo atingiu a médica na cabeça enquanto ela palestrava dentro do hospital. Gisele chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

Promoção inédita 

Além de Gisele, três médicas da corporação também foram promovidas ao posto de contra-almirante, marcando um fato histórico: pela primeira vez, três mulheres foram promovidas simultaneamente ao cargo de almirante na Marinha do Brasil.

As militares Daniella Leitão Mendes, Mônica Medeiros Luna e Claudia Regina Amaral da Silva Fiorot agora fazem parte da mais alta patente do Corpo de Saúde da Marinha.

 

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