Com incerteza sobre tarifaço, bolsas da Ásia fecham sem direção única

No dia em que os mercados globais aguardam com apreensão o anúncio de uma nova rodada de tarifas comerciais por parte do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os principais índices das bolsas de valores da Ásia encerraram o pregão desta quarta-feira (2/4) sem direção única.


O que aconteceu

  • Em Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 0,28%, aos 35,7 mil pontos.
  • Já na Bolsa de Seul, o Kospi terminou o pregão em baixa de 0,68%, aos 2,5 mil pontos.
  • Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou uma ligeira queda de 0,02%, próximo da estabilidade, aos 23,2 mil pontos.
  • Na China continental, o índice Xangai Composto oscilou 0,05% para cima, aos 3,3 mil pontos.

Novo “tarifaço”

Esta quarta-feira marca o início da nova rodada de tarifas sobre importações anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Batizado pelo republicano de “Dia da Libertação”, o tarifaço busca, segundo ele, equilibrar a balança comercial norte-americana e proteger a indústria nacional.

O pacote inclui tarifas sobre diversos setores, como automóveis, aço, alumínio e produtos farmacêuticos.

Os detalhes exatos sobre as alíquotas e sua aplicação ainda não foram divulgados oficialmente, mas Trump já afirmou que a medida afetará países como Brasil, Canadá, México, China e Coreia do Sul, além da União Europeia.

O Laboratório Orçamentário da Universidade de Yale projeta mais um aumento de 5% para o Canadá, 16% para o México, 17% para a Índia, quase 19% para França e Alemanha e 13% para a China. As tarifas são chamadas de recíprocas porque elas equilibrariam valores da cobrados por esses países sobre produtos americanos.

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