Nova fase da Overclean mira esquema bilionário de corrupção e fraudes

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira (3/4) a terceira fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, além de uma ordem de afastamento cautelar de um servidor público, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ações ocorreram nas cidades de Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Aracaju (SE) e São Paulo (SP).

Esquema bilionário

Segundo as investigações, a organização teria movimentado aproximadamente R$ 1,4 bilhão em contratos públicos fraudados e obras com indícios de superfaturamento. O grupo utilizava empresas de fachada e contratos simulados para desviar verbas públicas em diferentes estados do país, em um esquema que envolvia tanto agentes públicos quanto empresários.

A atuação do grupo se dava por meio da manipulação de processos licitatórios, direcionamento de contratos e pagamento de propina a servidores, em troca de favorecimentos. Parte do dinheiro desviado era posteriormente “lavado” por meio de transações financeiras complexas e investimentos em ativos como imóveis e empresas.

A operação é mais uma etapa do trabalho integrado entre a PF e a CGU no combate à corrupção sistêmica e ao desvio de recursos públicos. A investigação segue sob sigilo judicial, e novas fases não estão descartadas.

A Operação Overclean teve início a partir do cruzamento de dados de contratos suspeitos com movimentações financeiras atípicas detectadas por órgãos de controle, e já identificou diversas ramificações da quadrilha em diferentes estados.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.