As desventuras de um presidente que desaprendeu a governar

Quem avisa amigo é. Ou Lula perdeu o pique para governar ou desaprendeu a governar. O tempo passa e ele segue todo enrolado. Parece esquecido que aqui e em toda parte oposição não ganha eleição. É o governo que perde.

Foi Bolsonaro, com todos os poderes que detinha como governante, e sem nenhum escrúpulo de usá-los em seu benefício, que perdeu a eleição de 2022. Não foi Lula que a venceu. Bolsonaro foi o único presidente candidato à reeleição derrotado.

Um dia desses, ao abrir a porta do seu gabinete no terceiro andar do Palácio do Planalto, Lula avistou dois amigos com os quais não conversava há muito tempo. Ele não sabia, mas eram críticos do seu governo, embora aliados. Mandou-os entrar.

E mal os dois se sentaram à sua frente, Lula foi logo dizendo:

– Eu não aguento mais esses caras que entram aqui querendo me ensinar a governar.

Os dois nada responderam e a conversa transcorreu amena.

O entorno de Lula está repleto de auxiliares que só dizem o que ele quer ouvir. O Congresso e a Esplanada dos Ministérios estão repletos de pessoas, amigos e aliados de Lula que só falam mal do governo. E, em particular, do seu desempenho como presidente.

A pergunta que mais se ouve é: o que deu em Lula? Com idade avançada, perdeu o pique para governar? Ou simplesmente desaprendeu a governar? Ainda tem gosto pelo que faz ou perdeu o gosto? A pergunta aumenta de tom a cada má notícia que surge.

O pessimismo escalou ontem com os resultados da pesquisa Genial/Quaest que mostra a intenção de voto para presidente em 8 estados brasileiros e em 6 cenários de segundo turno. Tudo bem, a eleição só será no próximo ano. Mas, se fosse hoje…

Se fosse hoje, Lula venceria todos os possíveis adversários na Bahia e em Pernambuco, perderia ou empataria contra qualquer nome em São Paulo e Minas Gerais, e sairia derrotado no Paraná, em Goiás e no Rio Grande do Sul. No Rio, o cenário é nebuloso.

A Quaest, contratada pela Genial Investimentos, ouviu 6.630 pessoas com 16 anos ou mais. A pesquisa também aponta para queda da popularidade e aumento da desaprovação do governo federal. Leve-se em conta que Lula enfrenta seu pior momento.

Entre as candidaturas, a de Tarcísio de Freitas é a que melhor se sairia contra Lula. Tarcísio o derrotaria em São Paulo (54% a 30%), Paraná (46% a 30%) e Goiás (46% a 29%). E empataria com ele dentro da margem de erro em Minas, Rio e Rio Grande do Sul.

Tarcísio só será candidato com o apoio de Bolsonaro, inelegível até 2030. A inelegibilidade de Bolsonaro irá para as alturas depois que ele for condenado e preso pelos crimes de golpe de Estado, roubo de joias e falsificação de certificado de vacina contra a Covid-19.

Bolsonaro teima em dizer que será candidato em 2026, e que se ele não for, indicará um dos seus filhos. Ou sua mulher. A ser assim, Tarcísio desistiria da candidatura que por ora nega. Quanto a Lula, irá para o sacrifício ou para uma vitória novamente dramática.

O publicitário Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, trabalha bem, mas não faz milagres. Quem faz é Sidônio Apolinário, ex-funcionário do Império Romano, bispo e santo da Igreja Católica.

O dia de São Sidônio é 21 de agosto. Ele não é padroeiro de coisa alguma.

 

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