No Brasil, criação de empregos formais em janeiro recuou mais de 20% em relação ao mesmo mês de 2024

O Brasil criou 137.303 empregos formais em janeiro, divulgou nessa quarta-feira (26) o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A quantidade de postos de trabalho com carteira assinada caiu 20,7% em comparação com o mesmo mês de 2024, quando totalizou 173.233.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse, na segunda-feira (24), que o Brasil havia criado mais de 100 mil empregos no mês. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A criação de empregos está bem acima das projeções dos agentes financeiros. As estimativas obtidas pelo Poder360 variavam de 40.000 a 60.000. O anúncio de Marinho movimentou os ativos do mercado financeiro. Na segunda-feira, o dólar comercial subiu para R$ 5,76.

O saldo de empregos é formado pelas admissões contra as demissões. Em janeiro, o Brasil empregou 2.271.611 pessoas e demitiu 2.134.308. A criação líquida de 137.303 postos de trabalho representa o menor volume para o mês desde 2023 (90.061).

Segundo o Caged, a indústria foi o setor que mais criou empregos em janeiro. O saldo foi de 70.428. Em 2º lugar está os serviços, com 45.165. A construção e a agropecuária criaram 38.373 e 35.754, respectivamente. Só o comércio ficou com saldo negativo: – 52.417.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho do Brasil está aquecido. A taxa de desemprego fechou 2024 no menor patamar anual da série histórica. O nível de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos foi o menor em nove anos.

Projeções de agentes financeiros e do Ministério da Fazenda indicam que a economia brasileira cresceu próximo de 3,5% em 2024. Os dados oficiais serão publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março.

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, reforçou na última semana que o Comitê de Política Monetária (Copom) subirá a taxa básica, a Selic, na próxima reunião, de março. Afirmou que vai ser “desconfortável”, mas que a autoridade monetária está muito incomodada com a inflação fora da meta.

Galípolo sinalizou que os dados de atividade econômica serão fundamentais para o BC decidir os futuros patamares da Selic. Portanto, dados mais fortes de criação de emprego podem ter efeito na inflação de serviços e pressionar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para fora da meta. O cenário poderia exigir uma Selic mais elevada nos próximos meses.

O BC subiu a taxa básica para 13,25% ao ano em janeiro. Sinalizou que irá elevar para 14,25% ao ano em março. O juro base está há três anos acima de 10% e, segundo as projeções dos agentes financeiros, atingirá o patamar de 15% neste ano, o maior nível desde 2006.

A Selic elevada serve para controlar a inflação, que está em 4,56% no acumulado de 12 meses. Está acima da meta de 3% e além do teto (4,5%) permitido. O BC disse que deverá descumprir a meta de inflação em junho.

Fonte: Poder360

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