Taturana: o que fazer em caso de queimadura?

As taturanas são, na verdade, o estágio larval de alguns insetos da ordem Lepidoptera que, depois, se tornarão mariposas.

No entanto, durante essa fase de suas vidas, elas “queimam” por causa dos espinhos presentes em seu corpo, que liberam toxinas ao entrarem em contato com a pele.

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Quando isso ocorre, é preciso buscar atendimento médico. O tratamento depende da gravidade da queimadura e da espécie da taturana. Em casos leves, são indicados apenas remédios para controle de sintomas como analgésicos e antialérgicos. 


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Em casos mais graves, é administrado o soro antilomônico, específico para acidentes com esse inseto e produzido pelo Instituto Butantan, assim como é administrado o soro antiofídico para acidentes com cobras e animais peçonhentos.

“Essas toxinas provocam uma intensa reação inflamatória, resultando em dor, vermelhidão, inchaço e, em alguns casos, náuseas e mal-estar”, explica a dermatologista Debora Terra Cardial.

Embora não seja tão comum avistar taturanas, que vivem majoritariamente em árvores frutíferas, o contato com elas pode se tornar mais frequente, uma vez que o desmatamento força esses animais a buscarem outros lugares para viverem.

Ainda segundo a médica, o contato pode provocar dor intensa e inflamação. Em casos de acidentes, a médica dermatologista orienta a:

  1. lavar a área afetada com água corrente e sabão neutro, sem esfregar, para remover eventuais espinhos;
  2. aplicar fita adesiva tipo esparadrapo sobre a pele para retirar pelos urticantes remanescentes; e
  3. buscar atendimento médico imediatamente, especialmente se houver sintomas como dor intensa, febre ou sangramentos.

Além disso, não é recomendado esfregar a região, porque isso pode espalhar o veneno.

“O veneno de algumas espécies de taturanas pode ser mais perigoso, com risco de hemorragias e complicações graves”, destaca ela.

A mais perigosa delas é a lonomia obliqua (imagem abaixo), encontrada em grandes aglomerados e, nestes casos, chamar o centro de zoonoses para fazer a retirada delas, uma vez que a tendência é que o grupo de animais cresça.

A taturana lonomia obliqua. Foto: Wikimedia Commons

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