Bitcoin despenca quase 6% e chega ao menor valor desde novembro

O bitcoin opera em forte queda nesta sexta-feira (28/2), negociado abaixo de US$ 80 mil e atingindo o menor valor dos últimos três meses, desde novembro do ano passado.


O que aconteceu

  • Apenas nos últimos sete dias, a moeda virtual acumula perdas de 18,7%.
  • O bitcoin renovou seu menor patamar desde o dia 10 de novembro de 2024, quando operou a US$ 76,6 mil.
  • O tombo do bitcoin é explicado, entre outros fatores, pelas novas ameaças e anúncios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionados a tarifas comerciais contra outros países.

“Tarifaço” de Trump

Na quinta-feira (27/2), Trump afirmou que o aumento das tarifas sobre produtos importados de Canadá, México e China entra em vigor a partir de 4 de março.

No caso de itens canadenses (exceto os ligados à energia) e mexicanos, a sobretaxa é de 25%. Para os artigos chineses, foi fixado o valor de 10%.

Por volta das 10h45 (horário de Brasília), o recuo do bitcoin era de 5,8%, e a criptomoeda era negociada a US$ 81,5 mil.

O ether, moeda digital da rede Ethereum, caía 8,4%, a US$ 2,1 mil. Os dados são do CoinGecko.

Criptomoedas

As criptomoedas, em geral, são consideradas ativos de maior risco do que investimentos em renda fixa, o que oferece oportunidade de maior retorno.

Projeções apontam que parte dos investidores destinam algo entre 1% e 10% de seu patrimônio para esses ativos de maior risco. Quando a perspectiva é de inflação menor e juros mais baixos nos EUA, os criptoativos se tornam mais atraentes. Afinal, juros mais baixos diminuem a rentabilidade da renda fixa, o que anima os investidores a serem mais arrojados. Quando ocorre o contrário, elas se tornam menos atrativas.

A forte volatilidade no mercado, uma característica das criptomoedas, também explica a queda do bitcoin neste momento. Após períodos de grandes altas, como ocorreu no fim do ano passado, a tendência é que esses ativos passem por ondas de forte desvalorização.

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