Em 2023, pagamentos com cartões cresceram 10% e atingiram R$ 3,73 trilhões

 

As compras feitas com cartões de crédito, débito e pré-pagos cresceram 10,1% em 2023, somando R$ 3,73 trilhões em transações, de acordo com dados divulgados na quarta-feira (21) pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O cartão de crédito foi de longe o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros, atingindo a maior marca de transações no ano, de R$ 2,4 trilhões, alta de 12,1%. O segundo maior volume foi o do cartão de débito, que movimentou R$ 1 trilhão, praticamente o mesmo valor do ano anterior. Já o cartão pré-pago somou R$ 321,2 bilhões, aumento de 34,1%.

De acordo com presidente da Abecs, Ricardo de Barros Vieira, o valor transacionado no último trimestre de 2023 atingiu pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão, reforçando a posição dos cartões como o principal meio de pagamento para compras e consumo entre os brasileiros. “A redução do nível de desemprego, o aumento dos serviços e o crescimento do rendimento das famílias contribuíram com resultado do ano”, disse.

A Abecs representa a indústria de meios eletrônicos de pagamento, como bancos, fintechs e outros emissores, credenciadoras entre outras.

115 milhões de pagamentos por dia

Em 2023, a quantidade de operações com cartões ultrapassou o patamar de 40 bilhões, resultando em 42,2 bilhões de transações e um crescimento de 13%. Com isso, os brasileiros fizeram até 115 milhões de pagamentos por dia. Desse total, o cartão de crédito responde por 17,8 bilhões das transações, alta de 11,7%, seguido pelo cartão de débito, com 16,3 bilhões (+5,3%), e pelo cartão pré-pago, com 8 bilhões (+38,4%).

Quase 1 trilhão de pagamentos por aproximação

O volume movimentado pelas compras realizadas com cartões e outros dispositivos por aproximação cresceu 70,1% em 2023 e foi a R$ 986,4 bilhões no acumulado de mais de 17 bilhões de transações. Os brasileiros realizaram, em média, cerca de 50 milhões de pagamentos por aproximação por dia no ano de 2023. A quantidade total de compras cresceu 60,3% em relação ao ano anterior. A cada hora, 2 milhões de pagamentos por aproximação são realizados no Brasil.

Em dezembro de 2023, a quantidade de compras com cartões e outros dispositivos por aproximação representaram 54,7% do total de pagamentos realizados presencialmente, ante 23,9% dois anos anos. O crescimento é atribuído a benefícios como agilidade, conveniência e segurança. Entre os consumidores que costumam realizar pagamentos por aproximação, a maioria (61%) usa a tecnologia de maneira frequente. Desses, 87% consideram comodidade e rapidez como os principais benefícios.

Cresce uso de débito também on-line

Outro destaque foi a consolidação da mudança de hábito do brasileiro que está usando mais cartões na internet, em aplicativos e outros tipos de compras não presenciais, mantendo o ritmo de crescimento em 2023. Esse tipo de transação movimentou pela primeira vez o valor de R$ 830 bilhões no ano, alta de 13,2%.

O cartão de débito tem ganhado cada vez mais espaço nas transações on-line, tendo apresentado crescimento de 26,2% no 4º trimestre de 2023 em comparação com o mesmo período do ano passado. Se avaliado o crescimento em relação ao período antes da pandemia, o uso do débito em compras não presenciais subiu 303,5%, enquanto o do cartão de crédito cresceu 136,1%.

Gastos no exterior superam pré-pandemia

Em 2023, houve uma recuperação sólida nos padrões de consumo internacional por parte dos brasileiros. Os gastos de brasileiros com cartão no exterior cresceram de maneira importante, com avanço de 38,4%, movimentando US$ 13,2 bilhões. Com isso, foi superado os patamares dos anos pré-pandemia. Em comparação com dados de 2019, o crescimento atingiu 13,3%.

Os locais onde os brasileiros mais realizaram pagamentos com cartões foram a Europa, com R$ 29,5 bilhões (+38,5%), e os Estados Unidos, com R$ 24,9 bilhões (+22%). Juntos, eles representaram 82% de todos os gastos com cartões no exterior. Em seguida estão o restante dos países das Américas, com R$ 7,8 bilhões (+57,1%); a Ásia, com R$ 2,8 bilhões (+36,5%); a Oceania, com R$ 635,4 milhões (+79,7%); e a África, com R$ 359,8 milhões (+28,5%).

Fonte: InfoMoney

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