Israel bombardeia Síria e orienta seus cidadãos a deixarem o país

Brasília – As Forças de Defesa de Israel (FDI) bombardearam regiões do sul da Síria nesta terça-feira (25), enquanto acontecia a Conferência Nacional de Diálogo da Síria. O evento, promovido pelo novo governo sírio, exigiu a retirada das tropas israelenses do território.

O novo regime assumiu o comando do país em dezembro de 2024, após grupos insurgentes derrubarem o presidente Bashar al-Assad, encerrando 13 anos de guerra civil. Durante os ataques, caças israelenses atingiram centros de comando e locais com armamentos, que, segundo as FDI, representavam uma ameaça. “A presença de forças militares no sul da Síria coloca em risco os cidadãos de Israel. Continuaremos operando para eliminar essa ameaça”, declarou o exército israelense.

Conferência síria condena ataques israelenses

A declaração final da conferência criticou a ofensiva israelense, classificando-a como uma violação da soberania síria. O novo presidente, Ahmad al-Sharaa, reforçou que a integridade territorial do país é inegociável e pediu pressão internacional contra Israel.

Após a queda de Assad, Israel ocupou o Monte de Hermon, uma região de 400 km² que antes era desmilitarizada e estava sob controle sírio. A ONU afirmou que a ocupação infringe acordos internacionais. A nova liderança síria exige que Israel abandone a área e encerre ataques ao território.

Israel defende ocupação na Síria

O ministro da Defesa de Israel, Israel Kartz, afirmou que o país manterá sua presença na região. “Não permitiremos a entrada das forças da organização HTS ou do novo exército sírio na área ao sul de Damasco. Exigimos a desmilitarização completa dessa região”, declarou.

O HTS (Hayat Tahrir al-Sham) é um grupo islâmico fundamentalista que liderou os insurgentes contra Assad. O novo presidente sírio faz parte da organização, considerada terrorista por potências ocidentais.

Protestos contra ataques israelenses

Os ataques israelenses geraram protestos no sul da Síria. Segundo a agência oficial de notícias Sana, sindicatos e grupos civis rejeitaram a presença militar estrangeira e denunciaram interferência em assuntos internos do país.

“Os manifestantes enfatizaram sua rejeição aos projetos divisionistas e separatistas, convocando todas as atividades nacionais para confrontar o projeto israelense”, informou a agência.

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