Veja vídeo que motivou investigação contra Oruam por disparo de arma

São Paulo — Um vídeo do rapper Oruam dando tiro com uma espingarda calibre 12 em um condomínio na cidade de Igaratá, no interior de São Paulo, foi o estopim que causou a investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o artista.

O cantor foi levado para a delegacia na manhã desta quarta-feira (26/2) por abrigar em sua casa, uma mansão no Joá, zona oeste do Rio, Yuri Pereira Gonçalves, que era considerado um foragido da Justiça. Oruam foi solto por volta das 10h40 desta quarta-feira (26/2) após assinar um termo circunstanciado.

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Oruam chegando na delegacia

Oruam foi preso em flagrante nesta quarta-feira (26/2) por abrigar em sua casa um foragido da Justiça
Além do foragido, agentes da Polícia Civil apreenderam uma pistola nove milímetros, cerca de 10 armas de airsoft, joias e celulares.
Casa do Oruam no Joá, zona oeste do Rio de Janeiro
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Oruam foi preso em flagrante nesta quarta-feira (26/2) por abrigar em sua casa um foragido da Justiça

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Além do foragido, agentes da Polícia Civil apreenderam uma pistola nove milímetros, cerca de 10 armas de airsoft, joias e celulares.

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Oruam desafia jornalistas ao chegar na delegacia: “Tá doidão?”

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Casa do Oruam no Joá, zona oeste do Rio de Janeiro

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De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o disparo foi feito no dia 16 de dezembro de 2024 e registrado nas redes sociais do rapper. As imagens foram apagadas posteriormente e, de acordo com o artista, a bala era de borracha. Porém, um laudo constatou que a munição usada é indicada pra caça, ou seja, é real.

A investigação aponta que é possível constatar no vídeo que Oruam está cercado de amigos e em uma área residencial. Para a Polícia Civil, a ação dele nessas condições coloca em perigo a vida dessas pessoas e caracteriza crime de disparar arma de fogo, com base no estatuto do desarmamento.

Com base no vídeo, a Polícia Civil então pediu autorização para fazer buscas em dois endereços ligados a Oruam. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) se manifestou a favor das buscas para levantamento de novas provas e a medida foi autorizada pela Justiça de Santa Isabel, também no interior paulista. Por esse inquérito, não havia mandado de prisão contra o rapper.


A prisão de Oruam

  • Oruam foi preso novamente na manhã desta quarta-feira (26/2), no Joá, zona oeste do Rio de Janeiro.
  • De acordo com a colunista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, a ação policial fez parte de uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), inicialmente voltada para investigar o suposto envolvimento de Oruam no disparo de uma arma de fogo ocorrido em dezembro de 2024, em um condomínio de Igaratá, no interior de São Paulo.
  • O objetivo dos agentes era encontrar a arma supostamente usada por Oruam nesse incidente.
  • Porém, durante o cumprimento dos mandados na mansão do cantor, os policiais se depararam inesperadamente com Yuri Pereira Gonçalves escondido no local.
  • Além do foragido, agentes da Polícia Civil apreenderam uma pistola nove milímetros, cerca de 10 armas de airsoft, joias e celulares. Oruam e o suspeito foram levados para a Cidade da Polícia.
  • A mãe do rapper, Márcia Nepomuceno, também foi alvo da operação, e telefones foram apreendidos em sua casa, no Pechincha, em Jacarepaguá.
  • Oruam foi solto por volta das 10h40 desta quarta-feira (26/2) após assinar um termo circunstanciado.
  • Ao deixar a Cidade da Polícia, Oruam disse aos jornalistas que o amigo Yuri, preso em sua casa, “não é traficante”. “Ele não é traficante. Ele é uma pessoa normal e é meu amigo. Eu não sabia que ele estava foragido. Naquele dia, era bala de borracha”.

Na última sexta-feira (21/2), Oruam já havia sido detido após furar blitz que acontecia na Barra da Tijuca. Ele foi autuado em flagrante por direção perigosa.

Quem é Oruam

Oruam é o nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno e sua grafia é a palavra Mauro escrita ao contrário.

O rapper é filho de Marcinho VP, apontado pelo Ministério Público como um dos chefes do Comando Vermelho, atualmente preso por assassinato, formação de quadrilha e tráfico.

O artista tem uma tatuagem em homenagem ao pai e ao traficante Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, ocorrido em junho de 2002.

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