Governo e Eletrobras chegam a acordo sobre poder de voto. Ações sobem

A Eletrobras e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciaram nesta sexta-feira (28/2) que chegaram a um acordo após negociações sobre o poder de voto da União na companhia – que foi privatizada em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).


Entenda

  • Segundo o acordo, o governo passará a ter mais assentos no Conselho de Administração da empresa (3 de 10). Até então, a União contava com apenas um representante no colegiado, que tinha nove cadeiras.
  • Nesta semana, uma Assembleia Geral Extraordinária da Eletrobras aprovou a ampliação do número de assentos no conselho de nove para 10.
  • Ainda pelo acordo entre governo e Eletrobras, houve a suspensão do plano de investimentos de 2022 na Eletronuclear, especialmente na construção de Angra 3. A Eletrobras ainda tem participação na empresa.
  • Agora, a Eletrobras não precisará mais fazer novos aportes na estatal, exceto em Angra 3 – neste ponto, a negociação segue em andamento.
  • Os termos do acordo anunciado nesta sexta-feira serão apreciados por uma câmara de negociação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ação no Supremo

Em maio de 2023, primeiro ano do governo Lula, a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou uma ação no Supremo que contestava a privatização da Eletrobras.

O governo federal tentava recuperar o poder de voto da União na empresa. Apesar de possuir cerca de 40% das ações na Eletrobras, a União tinha apenas 10% dos votos nas assembleias de acionistas.

Ações sobem

O American Depositary Receipt (ADR) – título que representa ações de empresas estrangeiras negociadas na Bolsa de Valores dos Estados Unidos – da Eletrobras subia no pré-mercado em Nova York.

Os papéis chegaram a saltar 3% nesta sexta-feira, negociados a US$ 6,60.

Na véspera, as ações da Eletrobras na Bolsa de Valores do Brasil (B3) fecharam em queda de 0,53%, a R$ 37,25.

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