Microsoft dificulta troca de navegador padrão no Windows

A Microsoft realizou a introdução de um mecanismo que impede que as pessoas realizem a troca do navegador padrão através de programas ou do Editor do Registro nos Windows 10 e 11. A mudança foi implementada em escala mundial nas atualizações de fevereiro das versões do sistema operacional e pode estar relacionada com as novas diretrizes da Lei de Mercados Digitais da União Europeia.

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Para realizar a troca de navegador padrão, o caminho disponível agora é apenas dentro das configurações do Windows.

Navegador padrão no Windows

A Microsoft não listou essa alteração junto às novidades da versão quando lançou as atualizações KB5034763 e KB5034765 para Windows 10 e 11, respectivamente, em fevereiro.


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Windows impede a troca de navegador padrão fora das “Configurações” do sistema operacional (Imagem: Ricardo Resende/Unsplash)
Windows impede a troca de navegador padrão fora das “Configurações” do sistema operacional (Imagem: Ricardo Resende/Unsplash)

No entanto, o consultor de TI Christoph Kolbicz publicou um post na plataforma X (o antigo Twitter) no final daquele mês em que relata que os seus programas SetUserFTA e SetDefaultBrowser pararam de funcionar para diversas pessoas após o update do sistema operacional.

Essas soluções foram criadas por Kolbicz a partir de engenharia reversa dos códigos de configuração para facilitar que as pessoas alterassem os programas padrão no Windows.

O SetUserFTA é um programa de linha de comando que permite aos administradores do Windows alterar associações de arquivos por meio de scripts de login e outros métodos, enquanto o “SetDefaultBrowser” serve especificamente para alterar o navegador padrão no Windows.

O consultor sugere que a mudança no SO pode estar relacionada à Lei de Mercados Digitais da União Europeia, que determina uma série de exigências para manter a competitividade entre soluções tecnológicas.

Entre as diretrizes está uma política que obriga o Windows a abrir um link com o navegador padrão definido pelo usuário. A alteração pode ser um recurso de segurança para evitar a navegação por malwares.

Por outro lado, a alteração pode impedir que as pessoas mudem o navegador padrão através de aplicativos concorrentes e sejam obrigadas a realizar essa troca apenas pelas configurações do Windows.

Vale notar que, para atender as exigências da Lei de Mercados Digitais, o Windows anunciou a possibilidade de desinstalar programas como o Edge e o Bing — mas só na Europa.

Leia a matéria no Canaltech.

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