“Empresa me colocou como mentirosa”, diz modelo que denunciou assédio

São Paulo — A modelo Raquel Possu, de 25 anos, que denunciou um assédio sexual ocorrido durante uma viagem de ônibus que ia de São Paulo até o Rio de Janeiro, revelou que, dias após a importunação, a empresa Nova Itapemirim, responsável pelo veículo onde o crime teria acontecido, publicou uma nota de repúdio tratando a acusação como infundada e divulgou todos os dados de Raquel nas redes sociais.

“O pesadelo só continuou nos dias que sucederam, sendo o mais alarmante ter todos os meus dados em domínio público, e uma nota de repúdio em que me coloca como mentirosa”, desabafou ao Metrópoles. “Eu não imaginava que eu passaria por isso ao contar o que sofri.”

A nota de esclarecimento e repúdio, manifesta o “total compromisso com a verdade e o respeito aos clientes” da empresa. O texto afirma que a Nova Itapemirim realizou uma análise minuciosa de 6 horas de gravação e que não foi identificada nenhuma ocorrência anormal durante a viagem.

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Modelo denuncia assédio durante viagem de SP ao Rio

A modelo Raquel Possu
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Quem é modelo de 25 anos que denunciou assédio em ônibus de SP ao Rio

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Raquel afirmou que pediu que a empresa apagasse o post que divulgou todos os dados dela, mas que não obteve resposta.

“Pinto para fora”: a denúncia de assédio

Raquel Possu usou as redes sociais no dia 26 de março para publicar um vídeo onde detalhou o acontecido. Ao Metrópoles, ela revelou que, durante o trajeto, acabou dormindo e, quando acordou, o passageiro que estava sentado ao seu lado estava pegando em sua perna. “Eu não sei se acordei pelo toque desse homem ou porque o ônibus estava diminuindo a velocidade ao chegar na parada”, contou.

Quando Rachel abriu os olhos, viu que o homem estava com o órgão genital para fora. Veja o vídeo:

 

“Eu fiquei em choque, queria ter gritado ou feito escândalo, mas eu só levantei e desci as escadas antes mesmo do ônibus parar”, disse. Raquel procurou o motorista, que a deu as opções de mudar de assento ou fazer uma denúncia. Ela escolheu fazer os dois e foi levada para falar com o gerente do estabelecimento em que eles estavam.

No local, a modelo e estudante conversou com três policiais e identificou o homem que havia cometido o assédio sexual. “Os policiais a princípio me ouviram e eu pensei que realmente iam me ajudar, falaram pra eu indicar o cara e eu disse que sentaria no mesmo lugar pra eles saberem quem era”, contou. Porém, os agentes foram chamados para outra ocorrência e ela precisou seguir viagem, em outro assento, mas, no mesmo ônibus que o homem.

“O motorista ainda falou entre risos: ‘ele tem cara de pervertido mesmo’”, revelou Raquel.

Chegando no Rio de Janeiro, a modelo conseguiu que um amigo a encontrasse na rodoviária com uma viatura. Ao estacionarem, ela identificou o homem e ele foi levado à delegacia. “Ele negou tudo e eu voltei pra casa com um boletim de ocorrência e me sentindo impotente”, lamentou Raquel.

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