Derrota eleitoral para Trump: liberal ganha cadeira na Suprema Corte

Apesar dos esforços de Elon Musk, assessor da presidência dos EUA, e mesmo depois de milhões de dólares investidos na campanha do republicano Brad Schimel, foi a liberal Susan Crawford que ganhou a disputa por uma cadeira na Suprema Corte de Wisconsin.

O resultado significa que os liberais manterão uma maioria ideológica de 4-3 no Judiciário do estado, e essa é a primeira perda eleitoral de Donald Trump no novo mandato.

Após a vitória, Susan Crawford fez um discurso de 10 minutos. “A nossa Corte não está a venda”, afirmou a juíza. Em resposta ao investimento de Elon Musk no candidato rival, Susan disse que nunca em sua vida teria imaginado ganhar do homem mais rico do mundo.

Ao todo, mais de US$ 80 milhões foram gastos na corrida, com Musk e grupos afiliados gastando mais de US$ 20 milhões sozinhos. O bilionário chegou a oferecer US$ 100 para pessoas que assinaram uma petição se opondo a “juízes ativistas”. Após a derrota, o aliado do governo Trump afirmou que “o golpe da esquerda é a corrupção do judiciário”.

Crawford, por sua vez, garantiu o apoio do bilionário George Soros e do ex-presidente Barack Obama

Na última eleição presidencial do país, ocorrida em novembro, Trump venceu no estado de Wisconsin por menos de 1 ponto percentual — a margem mais próxima de qualquer estado do campo de batalha.

 

Aborto

Acontece na manhã desta quarta-feira (2/4) o primeiro julgamento da Suprema Corte dos EUA relacionado ao aborto desde que Donald Trump retomou o controle da Casa Branca.

O caso, Medina X  Planned Parenthood South Atlantic, lida com uma ordem executiva de 2018 do governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, que bloqueou clínicas que fornecem abortos de receber reembolsos via Medicaid — programa de saúde do governo dos EUA para pessoas de baixa renda —, apesar de esses reembolsos não cobrirem abortos.

De acordo com uma reportagem do portal The Guardian, se a Carolina do Sul vencer o caso isso poderá abrir caminho para que outros estados excluam a Planned Parenthood de seus programas Medicaid, além de prejudicar a capacidade dos moradores da Carolina do Sul de acessar serviços de saúde reprodutiva e planejamento familiar.

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