Risco no para-brisa “condena” Lamborghini Urus à perda total nos EUA

O que precisa acontecer com um carro para que o seguro determine perda total, ou PT, como diz a gíria automotiva? Pegar fogo? Capotar? Nos Estados Unidos, dependendo do modelo, aparentemente um “risquinho” no para-brisas basta. Não entendeu? O CT Auto explica.

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Um caso recente, envolvendo um Lamborghini Urus, que custa cerca de R$ 4 milhões, viralizou nos Estados Unidos, depois que a empresa de seguros “condenou” o SUV, que tinha pouco mais de 80 quilômetros rodados, à categoria “Salvage”, equivalente à perda total no Brasil.

O Lamborghini Urus, ao contrário do que vocês possam estar imaginando, não tinha qualquer falha mecânica grave, danos estruturais ou avarias no motor. O único “problema” detectado foi a ausência do VIN, número de identificação veicular que precisa ser obrigatoriamente gravado nos para-brisas dos carros.


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Por conta dessa minúscula falha, causada por ladrões que rasparam o vidro para dificultar a identificação e a posterior recuperação do SUV de luxo, os órgãos de trânsito decretaram a condenação do carro, que tem registro em Nova York e está à venda em um site de leilão com sede na Carolina do Norte.

Lamborghini Urus foi condenado e está para leilão por causa de um risquinho no para-brisas (Imagem: Reprodução/iaia.com)

Por que o risco no para-brisa condenou o Urus?

O VIN, como já explicamos, é o número utilizado para identificar a procedência dos carros nos Estados Unidos e, por lei, precisa estar gravado nos para-brisas dos veículos. Sua ausência, por si só, basta para considerar o veículo impróprio para obter o licenciamento obrigatório.

No caso do Lamborghini Urus, SUV V8 condenado pelos órgãos, a esperança para quem quiser se arriscar no leilão é procurar departamentos de trânsito diferentes, já que alguns locais dos Estados Unidos permitem a “regravação” do VIN.

Vale lembrar, porém, que mesmo no caso de sucesso ao registrar o veículo com o número de identificação regravado, o histórico terá, para sempre, a marca de “Salvage”, algo que poderá atrapalhar futuras negociações.

Ausência do VIN, número de identificação veicular, está bem clara nas fotos do leilão (Imagem: Reprodução/iaia.com)

Esse “detalhe”, porém, pode não ser um impeditivo se você curte carrões, já que, pensando bem, quem comprar essa máquina por um preço mais acessível, dificilmente vai querer revendê-la, não é mesmo?

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