CV dá tiros de fuzil em favelas para comemorar 49 anos de Marcinho VP

Atrás das grades desde 1996, o líder máximo do Comando Vermelho (CV), o traficante Márcio dos Santos Nepomuceno (foto em destaque), o “Marcinho VP”, não foi esquecido pelos comparsas.

Nos primeiros minutos dessa terça-feira (1º/4), quando o bandido completou 49 anos, traficantes dos complexos da Penha e do Alemão, redutos da facção, deram tiros de fuzil para o alto e soltaram rojões em “homenagem” a mais um ano de vida do criminoso.

Quem vive nas comunidades sabe que 2 de abril é a data de comemoração do aniversário de Marcinho VP. Há quase 20 anos, antes do processo de pacificação do Alemão, traficantes fizeram vários dias de festa, com direito a “bailes” com uso de drogas liberado.

Em quase três décadas atrás das grades, o chefão do CV foi transferido para presídios federais, para evitar que ele continuasse a comandar o tráfico de drogas mesmo encarcerado. Antes de chegar à Penitenciária Federal Catanduvas (PR), ele ficou detido no presídio federal de Mossoró (RN).

Marcinho VP cumpre pena de 48 anos de prisão desde que foi condenado, em dois julgamentos diferentes, por tráfico de drogas e por planejar dois homicídios.

Sem sexo

Em fevereiro de 2019, advogados do traficante, pai do rapper Oruam, alegaram que o preso estava sem fazer sexo havia anos. A informação constava no mandado de segurança apresentado pela defesa de Marcinho ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No documento, os advogados do preso pediam a suspensão da portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), assinada pelo então ministro Sergio Moro, que impedia o contato entre visitantes e detentos nos presídios federais.

Ainda segundo o texto, assinado pelos advogados Paloma Gurgel Cerqueira, Verena Cerqueira Cardoso e Luiz Fernando Costa, Marcinho VP era mantido em “abstinência sexual forçada” desde maio de 2017, “sem esperança do retorno das visitas íntimas”, “mesmo sendo casado havia 23 anos com a esposa”.

No entanto, Márcio recebeu uma ducha de água fria. Em decisão tomada no fim de fevereiro de 2019, o ministro do STJ Gurgel de Faria negou o pedido feito pela defesa do condenado para que tivesse direito a receber visitas com contato físico na prisão.

O ministro alegou questões processuais para rejeitar o pedido, sem entrar no mérito dos argumentos da defesa. As advogadas de Marcinho VP apresentaram recurso para tentar reverter a decisão e aguardam novo julgamento.

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