Baixa taxa dos EUA é resultado da política soberana, diz líder de Lula

A tributação linear de 10% — o menor índice — sobre produtos do Brasil no tarifaço promovido pelos pelo presidente Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira (2/4) se tornou um ganho político para o Planalto. Ao Metrópoles o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o número é resultado de uma “política soberana” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Isso é o resultado de uma política soberana e ativa que o nosso governo faz perante aquelas nações que mais relações e negócios comerciais têm com o Brasil. Não era necessária esse tarifaço, ainda que o Brasil tenha sido um dos melhores índices da decisão do governo americano, mas nós vamos continuar agindo para preservar cada vez mais os interesses do Brasil”, afirmou Guimarães.

A notícia municiou o governo Lula na disputa contra a oposição. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticaram o Planalto, alegando que uma adição às tarifas dos produtos brasileiros jamais ocorreu durante o governo passado. A lista de Trump, porém, castigou mais importações dos EUA oriundas da União Europeia e da China, por exemplo.

Em meio à expectativa do tarifaço dos EUA, o governo articulou com o agronegócio a aprovação do Projeto da Reciprocidade. A proposta dá suporte legal a eventuais retaliações do Brasil em guerras comerciais, e protege o agro brasileiro contra o chamado “protecionismo verde” da Europa.

A oposição estava em obstrução na Câmara, como protesto em nome da votação do projeto de anistia ao 8 de Janeiro. Os bolsonaristas, porém, ficaram isolados, diante do apoio do Centrão à proposta. Como mostrou o portal, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a tentativa de travar a pauta no plenário não prosperaria.

“Estamos aprovando aqui na Câmara um projeto muito importante, a Lei da Reciprocidade, que o Senado aprovou ontem. Vamos votar, estamos vencendo a obstrução irresponsável da oposição, porque diz respeito à soberania do Brasil e permite que o País possa reagir quando ele for atingido. Esse projeto é o primeiro passo de tudo aquilo que o nosso governo vem fazendo nas relações bilaterais”, concluiu Guimarães.

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