Birkin e mais: veja as bolsas mais valorizadas no mercado de revenda

Nos últimos anos, algumas das bolsas mais cobiçadas do mercado de luxo tiveram um aumento considerável no valor de revenda, comparado ao de varejo. Entre elas, modelos de grifes como Hermès, Chanel, Louis Vuitton e Gucci, entre outras. A famosa Birkin, por exemplo, teve uma valorização de 14,2% ao ano entre 1980 e 2015, uma rentabilidade maior que a do ouro.

Os números levam muitos a considerá-la até como um “investimento” para quem compra, já que poderá revendê-la no futuro por um preço maior que o original (que já é bem elevado). Há, no entanto, quem ache incoerente chamá-las dessa forma, como a coluna mostrará a seguir. Vem conferir!

Bolsa Birkin, da Hermès - Metrópoles
Originalmente cara e difícil de adquirir, a bolsa Birkin, da Hermès, também tem uma valorização anual quando se trata do preço de revenda. Ou seja, quem quiser desapegar da sua pode vendê-la por um preço ainda maior que o de varejo

O que explica o aumento

As bolsas consideradas “investimentos” são aquelas que, após compradas, podem ficar até mais caras que o valor da loja com o passar dos anos. No embate “risco x retorno”, algumas das chamadas “it bags” representam um tipo de ativo menos volátil. Vale ressaltar, no entanto, que isso não se aplica a todas as bolsas de luxo, mas a uma pequena parcela.

Outras variáveis incluem fatores como exclusividade (ligada à produção limitada), cor, tamanho, material e condição de conservação, que contribuem para a precificação de exemplares colocados à revenda. E, claro, o preço original de varejo. Conhecidas pela alta demanda e a baixa oferta, as Birkins podem, por exemplo, ser adquiridas por cerca de de US$ 9 mil (cerca de R$ 51 mil na cotação atual) e revendidas por US$ 30 mil (cerca de R$ 171 mil). Já houve modelos leiloados com valor na casa dos milhões de reais.

“Aumentos no valor de revenda estão intimamente correlacionados com os aumentos de preço das marcas, tornando essas bolsas não apenas declarações de moda, mas também investimentos inteligentes para aqueles que as possuem. Seu apelo atemporal e disponibilidade limitada as mantêm em alta demanda ano após ano”, explicou Landyn Tedrick, da Fashionphile, à Vogue americana.

Mulheres com as bolsas Andiamo, da Bottega Veneta, e Birkin, da Hermès - Metrópoles
Na foto, dois modelos que estão entre os queridinhos que valorizam ano após ano: a Andiamo, da grife italiana, e a já citada Birkin, da francesa Hermès

As “mais mais”

Quanto mais versáteis e atemporais, mais as bolsas têm apelo entre as tendências de pesquisa. Isso explica, por exemplo, o interesse constante em modelos clássicos que vão da Classic Flap, da Chanel, à Jackie 1961, da Gucci. Além, é claro, do modelo famoso da Hermès, lançado no começo dos anos 1980, inspirado na atriz britânica Jane Birkin.

A The Row, grife das irmãs gêmeas e ex-atrizes Mary-Kate e Ashley Olsen, caminha os mesmos passos de alta exclusividade da Hermès, fazendo sucesso com a bolsa Margaux. Sem logo ou marca aparente, ela surgiu como um “experimento” que deu mais do que certo. Atualmente, figura nos braços de celebridades como Zoë Kravitz e Jennifer Lawrence.

Bolsa Jackie 1961, da Gucci - Metrópoles
A Jackie 1961, da Gucci, é outro modelo entre os mais valorizados do momento

Um levantamento da Vogue americana, com base na análise de especialistas, apontou os seguintes modelos como os maiores em valor de revenda. Veja na lista abaixo, que considera somente as bolsas que tiveram o valor estimado pelas fontes:

  • Margaux, da The Row: +177% (aumento anual médio estimado)
  • Birkin 35, da Hermès: +134%, chegando à taxa de retenção de +250% em 2024
  • Classic Flag, da Chanel: +135%
  • Bum, da Louis Vuitton: +150%
  • OnTheGo, da Louis Vuitton: +106%
  • Andiamo, da Bottega Veneta: +90%
  • XL Puzzle Fold Tote, da Loewe: +90%
  • Nimo, da Celine: +91%
  • Baguette, da Fendi: +113%
  • T-Lock Top Handle, da Toteme: +82%
  • Le City, da Balenciaga: +41%
  • Tondo suede hobo, da Savette: +25%
  • Jackie 1961, da Gucci: +24%
Bolsa Margaux, da The Row - Metrópoles
A Margaux, da grife das gêmeas Olsen, The Row, é uma espécie de “clássico moderno”

Ressalvas sobre o “investimento”

Nem todo mundo acha que seja interessante chamar de investimento bolsas que, com o passar do tempo, têm o preço valorizado. A planejadora financeira certificada Carolyn McClanahan, à CNBC, disse que considera um “desserviço às mulheres” se referir aos produtos dessa forma. Ela sugere uma outra forma de se referir a esse tipo de aquisição, previsto para durar décadas no armário.

“Sou totalmente a favor de as pessoas comprarem coisas boas, mas não chamaria isso de investimento”, comentou. “Se você tem uma bolsa que sabe que vai guardar para sempre, talvez isso possa ser considerado uma compra inteligente. Mas você ainda precisa ter certeza de que está gastando menos do que ganha e economizando.”

Na galeria abaixo, confira algumas fotos das bolsas mencionadas na lista acima:

10 imagens

XL Puzzle tote, da Loewe

Classic Flap, da Chanel
Le City, da Balenciaga
Tondo suede hobo, da Savette
T-Lock top handle, da Toteme
1 de 10

Andiamo, da Bottega Veneta

Edward Berthelot/Getty Images

2 de 10

XL Puzzle tote, da Loewe

Loewe/Divulgação

3 de 10

Classic Flap, da Chanel

Jeremy Moeller/Getty Images

4 de 10

Le City, da Balenciaga

Jeremy Moeller/Getty Images

5 de 10

Tondo suede hobo, da Savette

Savette/Divulgação

6 de 10

T-Lock top handle, da Toteme

Toteme/Divulgação

7 de 10

Bum, da Louis Vuitton

Christian Vierig/Getty Images

8 de 10

OnTheGo, da Louis Vuitton

Christian Vierig/Getty Images

9 de 10

Nimo, da Celine

Celine/Divulgação

10 de 10

Baguette, da Fendi

Edward Berthelot/Getty Images

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