Diretor é preso pela PF por roubar merenda e desviar material escolar

O líder à frente do esquema criminoso que desviava recursos e materiais destinados a uma escola municipal localizada na zona rural de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo (SP), foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (3/4) pela Polícia Federal (PF). Almir Eusébio do Prado, é ex-diretor da escola que teve os recursos desviados e foi apontado como líder do esquema criminoso.

Segundo investigações da PF, Almir exerceu a função de diretor e o controlava Associação de Pais e Mestres (APM), simultâneamente, entre fevereiro de 2020 e setembro de 2023. À época, ele desconsiderou, segundo informações da polícia, as regras da APM e realizou inúmeras retiradas sem a devida comprovação. Tendo transferido de R$ 1,3 mil para a conta dele mesmo, em junho de 2023.

Ficou constatado que, em sua gestão, o então diretor empenhou verbas federais para aquisição de material escolar, mas nunca comprovou a entrega dos itens. Agora, o material didático que deveria ser instrumento no processo da educação infantil, foi encontrado na residência do líder do esquema.

Além disso, Almir Prado roubou as merendas da escola, durante finais de semana, usando do fácil acesso que tinha em decorrência do cargo que ocupava. Livros, impressoras, toners e materiais de escritório que deveriam ter sido entregues aos estudantes foram localizados em locais impróprios. Em diversos casos, os produtos entregues não correspondiam às marcas descritas nas notas fiscais.

Investigação

A operação Alvo 53, foi deflagrada com o objetivo de desarticular um esquema criminoso que desviava recursos e materiais destinados a uma escola municipal localizada na zona rural de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo. A ação contou com o cumprimento de mandados de busca e apreensão também na cidade de Itajubá (MG).

Segundo a PF, a investigação teve início após denúncias de pais de alunos e professores, que relataram a ausência de materiais escolares, apesar dos repasses regulares de verbas federais. Os indícios apontam para a existência de um esquema de fraude licitatória e peculato, envolvendo a gestão anterior da escola e empresas contratadas pela Associação de Pais e Mestres (APM) da unidade.

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