EUA segue na Otan, mas Rubio pede aumento nos gastos de defesa

Durante reunião ministerial da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bruxelas, nesta quinta-feira (3/4), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, assegurou que o país continuará comprometido com a aliança militar. Ele minimizou as preocupações sobre um possível afastamento de Washington, classificando-as como “histeria” e “hipérbole” da imprensa.

“Parte da histeria e hipérbole que vejo na mídia global e em alguns meios nacionais nos Estados Unidos sobre a Otan é injustificável”, declarou o secretário .

Rubio enfatizou que o presidente norte-americano, Donald Trump, apoia a Otan. Mas o secretário cobrou uma postura mais “robusta” da organização.

Rubio ressaltou a necessidade de os países membros aumentarem os investimentos em defesa, sugerindo que destinem 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor. Atualmente, a meta estabelecida pela Otan é de 2%; entretanto, após a invasão russa da Ucrânia, esse percentual passou a ser considerado um piso mínimo.

O chefe da diplomacia americana apontou que os EUA esperam que a reunião indique um “caminho realista”. “Vamos continuar na aliança, mas queremos que a Otan seja mais forte, que seja mais viável”, destacou.

Aliados preocupados

Mesmo com as declarações de Marco Rubio, aliados europeus e a administração do Canadá seguem preocupados com o interesse de Trump em se aproximar do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que vê a Otan como ameaça.

A aliança receia que um eventual acordo de cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia acabe beneficiando excessivamente Moscou.

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