Tesla volta a ser alvo de ataques. Na Itália, 17 carros incendiados

A Tesla, fabricante de carros elétricos comandada pelo bilionário Elon Musk, voltou a ser alvo de ataques, desta vez na Itália.


O que aconteceu

  • Pelo menos 17 carros da companhia foram completamente destruídos em um incêndio em uma concessionária nos arredores da capital Roma.
  • De acordo com informações da Bloomberg, a polícia da Itália está investigando o episódio como uma possível ação terrorista.
  • Segundo as autoridades policiais italianas, é possível que um grupo anarquista tenha provocado o incêndio.
  • Por meio de um comunicado, os bombeiros locais informaram que o incêndio na concessionária da Tesla teve início por volta das 4h30 (pelo horário local) e que “todas as possibilidades” estavam sendo consideradas nas investigações.
  • Apesar da destruição parcial da concessionária, nenhum funcionário da Tesla ficou ferido, segundo a polícia.
  • Nos Estados Unidos, o Departamento Federal de Investigação (FBI) informou que vem investigando vários incidentes envolvendo ataques contra unidades da Tesla espalhadas pelo país.

Escalada de violência

A Tesla e Musk vêm sendo alvos de protestos nas últimas semanas – eles se intensificaram nos últimos dias. Várias manifestações ocorreram nos EUA, na Europa e no Canadá.

No último dia 16, dezenas de manifestantes se concentraram em frente a uma concessionária da Tesla em Surrey, na província da Colúmbia Britânica (Canadá), exibindo faixas e cartazes contra Musk. A empresa acabou sendo excluída do Salão Internacional do Automóvel de Vancouver por questões de segurança.

Em Las Vegas, nos EUA, carros da Tesla foram incendiados por manifestantes, em um episódio classificado por Musk como “terrorismo”. Também houve ataque semelhante em Kansas City, no estado do Missouri.

A indignação contra o dono da Tesla aumentou desde o início do ano, quando ele assumiu um cargo no governo do presidente dos EUA, Donald Trump – que vem defendendo publicamente a anexação do Canadá pelos norte-americanos e se refere ao país vizinho como o “51º estado” dos EUA.

Musk, que chefia o Departamento de Eficiência Governamental do governo Trump, é um aliado incondicional do presidente dos EUA e recentemente também se envolveu em assuntos relacionados à política da Europa, anunciando apoio ao partido alemão de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), antes das eleições no país realizadas no fim de fevereiro.

Musk também fez críticas ao governo do Reino Unido, liderado por Keir Starmer, do Partido Trabalhista, e à União Europeia (UE), bloco que classificou como “antidemocrático”.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.