Jornalista Renata Capucci conta como convive com o Parkinson há 7 anos

A jornalista Renata Capucci, de 51 anos, compartilhou detalhes sua rotina com Parkinson, doença neurológica com a qual convive há 7 anos.


Sintomas do Parkinson

  • Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem Parkinson. Só no Brasil, estima-se que 200 mil pessoas sofram com a enfermidade.
  • Ao contrário do que se pensa geralmente, nem todo paciente com Parkinson apresenta tremores.
  • Os principais sintomas da doença são rigidez muscular e lentidão nos movimentos, além de progressiva perda de equilíbrio (instabilidade postural).
  • O início dos sintomas motores pode ser sutil, com lentidão em uma das mãos, que leva à diminuição da letra ao escrever (chamado de micrografia). Ou ainda, muito comumente, a redução do balançar de um dos braços durante a caminhada.
  • Outros sintomas envolvem a diminuição do olfato, distúrbios do sono, prisão de ventre (constipação) e, até mesmo, a depressão

Caracterizada por tremores, lentidão nos movimentos, rigidez muscular e desequilíbrio, a condição também impacta o estado emocional. Apesar de não ter cura, o tratamento com medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia pode retardar sua progressão e amenizar os sintomas.

Durante uma live realizada na noite de quarta-feira (2/4) com a neurologista Mariana Moscovich, Renata relembrou o impacto do diagnóstico. A notícia veio em 2018, quando ela participava do programa Popstar, da TV Globo.

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Renata Capucci após procedimentos para amenizar dores no nervo ciático

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“Não podia simplesmente falar: ‘estou indo embora’. Eu não estava pronta para contar para as pessoas. Eu tinha acabado de receber o diagnóstico, eu estava em choque, processando. Levou um bom tempo para eu digerir. Continuei na competição, eu não tinha alternativa”.

Renata destacou que o Parkinson é uma experiência única para cada paciente e comparou a doença a uma montanha-russa. “Tem dias que você está muito bem e tem dias que você não está nada bem, aí não consigo fazer a correlação entre causa e efeito”

Entre os desafios do dia a dia, um dos mais incômodos é a forma como algumas pessoas reagem ao vê-la. “Eu vejo elas comentando. Elas têm todo o direito de comentar, mas o apontar é muito difícil porque eu não sou coitadinha. Não quero que ninguém me vejo como ‘coitada, ela tem parkinson’. Eu não fiz nada para ter essa doença, essa doença existe, mas eu não me vitimizo por ter parkinson, então não quero que ninguém tenha pena de mim porque eu luto contra a doença”, desabafou.

 

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