O dólar operava em alta nesta quinta-feira (17/4), dia em que os investidores estão novamente concentrados no noticiário internacional, com a repercussão do tarifaço comercial imposto pelos Estados Unidos e a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre a taxa básica de juros.
Dólar
- Às 9h09, a moeda norte-americana avançava 0,31% e era negociada a R$ 5,882.
- Na véspera, o dólar recuou 0,44% e encerrou a sessão cotado a R$ 5,86.
- Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 2,78% no mês e perdas de 5,1% no ano frente ao real.
Pressão de Trump sobre o Fed
Nesta quinta-feira, o mercado financeiro repercute as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) sobre as tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump sobre mais de uma centena de países.
No dia anterior, Powell disse que o tarifaço de Trump pode impactar a inflação no país, o que levaria o Fed a apertar novamente os juros.
“As tarifas são maiores do que os analistas previam, certamente maiores do que esperávamos, mesmo no nosso cenário mais extremo”, disse Powell, que participou nessa quarta-feira (16/4) de um evento em Chicago (EUA).
“Podemos nos deparar com um cenário desafiador em que as metas do nosso duplo mandato entrem em conflito. Se isso acontecer, iremos considerar o quão distante a economia está de cada uma dessas metas e os diferentes horizontes de tempo em que essas lacunas poderão ser fechadas”, explicou o presidente do Fed.
Powell afirmou ainda que, apesar de a inflação ter desacelerado nos EUA, ela se encontra em patamar superior à meta do Federal Reserve, de 2% ao ano. Em março, o índice ficou em 2,4%, no acumulado de 12 meses.
Em sua última reunião, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed manteve inalterada a taxa básica de juros no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano.
A elevação da taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação.
Publicamente, o Fed vem sendo alvo de críticas de Trump, que já cobrou da autoridade monetária a queda da taxa de juros.
Nesta quinta, Trump rebateu os comentários do chefe da autoridade monetária dos EUA e voltou a cobrar a queda dos juros no país.
“Os preços do petróleo caíram, os alimentos estão mais baratos e os EUA estão enriquecendo com as tarifas. O ‘atrasado’ já deveria ter reduzido as taxas de juros, como o BCE [Banco Central Europeu] fez há tempos, mas com certeza deveria reduzi-las agora. A demissão de Powell não pode vir rápido o suficiente”, afirmou Trump.
Juros na Europa
Ainda no cenário internacional, os investidores repercutem nesta quinta-feira a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre a taxa básica de juros na Europa.
Entre os analistas do mercado, a expectativa é a de que a autoridade monetária europeia promova uma nova redução da taxa. A grande dúvida é sobre sinalizações do BCE a respeito dos próximos passos.
Em sua última reunião, no mês passado, o BCE baixou os juros em 0,25 ponto percentual – pela segunda vez consecutiva –, de 2,75% para 2,5%.
Bolsa de Valores
As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas.
Na véspera, o Ibovespa fechou o pregão em queda de 0,72%, aos 128,3 mil pontos.
Com o resultado, a Bolsa do Brasil acumula baixa de 1,49% em abril e alta de 6,68% em 2025.