Além de trabalhar com o varejo, a Amazon também possui algumas plataformas de conteúdo, como o Prime Video para filmes e séries, e o Kindle, para a leitura de livros e outros documentos. O segundo, em particular, é reconhecido principalmente pelo dispositivo de mesmo nome, um tipo de aparelho que integra a categoria de e-readers.
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Assim como outros e-readers, o Kindle se destaca por oferecer uma experiência de leitura mais confortável em comparação a smartphones ou tablets ao usar uma tela especial que não emite luz. Além disso, por conta dos componentes mais eficientes, a bateria tem longa duração, mesmo com uso mais intenso.
Apesar de ser bastante conhecido, o Kindle tem um nome curioso. O que significa a palavra Kindle? E por que foi usada para o e-reader da Amazon? O Canaltech te explica a seguir.
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A origem de Kindle
A palavra Kindle vem do inglês, e significa “incendiar, colocar fogo, iluminar”. O sentido pode ser tanto literal, realmente relacionado com fogo, como também figurado. Alguns exemplos interessantes incluem ter a mente “incendiada” de ideias, ou de imaginação.
Suas origens podem esclarecer a intenção da Amazon — o termo é originado do nórdico “Kyndill”, que significa vela (ou candle, em inglês).
Outro ponto curioso é que no alemão, temos a palavra “Kindl”, usada para se referir a uma criança. É difícil afirmar que há uma relação direta, mas a probabilidade é alta, considerando que o inglês e o alemão são originados das mesmas línguas antigas.
O uso do nome Kindle
Com o significado explicado, é preciso entender então o que motivou a Amazon a utilizar o nome Kindle para o seu e-reader. A razão foi divulgada um ano depois do lançamento do aparelho, pelo designer e jornalista Steven Heller, que entrou em contato com alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento do dispositivo.

Conforme Heller narra, Michael Cronan foi o designer que concebeu o uso do termo Kindle como a marca dos e-readers. Cronan foi consultado pelo Lab126 — uma empresa da Amazon dedicada a desenvolver novos produtos para a gigante — para nomear uma nova linha de produtos (os e-readers que conhecemos hoje).
Trabalhando com sua esposa, Karen Hibma, que também é designer, Michael considerou o potencial dos aparelhos e as intenções da empresa com a novidade. Pelo relato, a ideia era falar do “futuro da leitura” de uma forma modesta, e que não fosse associada com o meio da tecnologia.
A dupla também desejava criar algo memorável, que fosse usado como “meio de expressão” — pense em como associamos marcas como Gillette (cujo nome “correto” é lâmina de barbear) e Cotonete (hastes flexíveis de algodão) para falarmos de certos produtos.
Outro fator determinante para a adoção do nome Kindle foi sua forte presença na literatura. Falando com Heller, Hibma cita os escritos do filósofo francês Voltaire, figura importante do Iluminismo, como inspiração.

É atribuída a ele a frase “a instrução que encontramos nos livros é como fogo. Trazemos dos nossos vizinhos, alimentamos em casa, transmitimos para os outros e ele se transforma em propriedade de todos”. Em inglês, o trecho “alimentamos em casa” é traduzido como “kindle at home”, o ponto que teria inspirado os designers.
O primeiro Kindle foi anunciado em 19 de novembro de 2007, com acesso a 90 mil livros para leitura e download, além de um teclado QWERTY, um dos seus diferenciais à época. Segundo informações da Amazon, o e-reader teria esgotado em pouco menos de seis horas depois do início das vendas.
Leia a matéria no Canaltech.
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