Caiado diz que Bolsonaro, réu no STF, não é carta fora do baralho

Governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União) afirmou ao Metrópoles que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não pode ser considerado carta fora do baralho para a eleição de 2026.

Nesta quarta-feira (26/3), o Supremo Tribunal Federal (STF) tornou o ex-mandatário e mais sete aliados réus por suposta tentativa de golpe de Estado.

“Espero que seja dado a ele todo o trâmite normal para se julgar, com direito à defesa, de apresentar todas as testemunhas e ver qual será o resultado final. De maneira alguma faço esse juízo de valor [que Bolsonaro está fora do jogo em 2026], até porque Lula é presidente da República”, afirmou Caiado.

Ele faz referência ao fato de o petista ser preso em 2018, solto em 2019, ter condenações anuladas em 2022 e vencer a eleição de 2022.



O governador de Goiás está em Brasília para participar do Fórum de Segurança Pública. Enquanto o STF finalizava a votação que tornou Bolsonaro réu, Caiado discursou em uma palestra do evento, organizado pelo PP do senador Ciro Nogueira.

O União, partido do pré-candidato, negocia com o Progressistas uma federação, para formar um megapartido do Centrão até a próxima eleição.

Caiado lançará oficialmente a sua pré-candidatura em 4/4 em Salvador (BA). A ideia é que ele faça agendas pelo Brasil este ano, para consolidar o nome como opção da direita para 2026.

Mas Jair Bolsonaro não tem demonstrado apoio à iniciativa. O ex-presidente tem repetido que será o candidato no próximo ano, acreditando que reverterá a inelegibilidade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro réu

Por unanimidade, a Primeira Turma do STF tornou réus Jair Bolsonaro e outros sete aliados. Relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes aceitou na íntegra a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente, sendo referendado pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Os investigados foram denunciados por participar de uma suposta trama golpista para manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022 e evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A denúncia começou a ser analisada na terça-feira (25/3), e a sessão foi retomada nesta quarta. Com a denúncia aceita, inicia-se a fase de instrução processual se iniciará, com depoimentos de testemunhas e dos acusados, além da apresentação de provas.

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